| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Espécie: | S. sp. |
Sporophila é um gênero de aves passeriformes da família Thraupidae. Bastante conhecido e apreciado no Brasil por seu canto. São alvos frequentes de caçadores e traficantes de animais silvestres. Sofrem bastante, assim como todas as aves, com a perda de seu ambiente natural. Geralmente recebem o nome comum pelas diversas regiões brasileiras de caboclinhos ou papa-capim.
Habitam os campos, banhados, áreas cultiváveis, beiras de estrada, vegetações arbustivas e bordas de mata. Andam em bandos, muitas vezes mistos. Alimentam-se de grãos, daí um de seu nome comum papa-capim.
Muitas espécies desse gênero estão ameaçadas de extinção.
Existe uma dificuldade muito grande em identificar fêmeas e jovens desse gênero, pois são muito semelhantes entre si. Uma maneira correta e recomendável seria a identificação pela vocalização ou pela presença do macho adulto, quando o bando não é composta por mais de uma espécie.
O golinho mede cerca de 10,5cm de comprimento. O macho possui a cabeça enegrecida e o restante das partes superiores cinza, a garganta branca, cuja tonalidade estende-se para cima, formando um colar incompleto na nuca, a fêmea e os filhotes são marrom-acinzentados nas partes superiores e amarelo-esbranquiçados nas inferiores. Filhotes machos adquirem a plumagem de adulto com cerca de 18 meses de idade. Seu canto é um gorjear fino, persistente, bem variado e rápido. Realiza imitações.
Varia de incomum a localmente comum na vegetação arbustiva e em veredas úmidas da caatinga. Vive em pequenos grupos fora do período reprodutivo, às vezes misturado a outras espécies que também se alimentam de sementes. É pouco conhecido na natureza.
Encontrado exclusivamente no Brasil, no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Excepcionalmente são encontrados alguns indivíduos no norte do Espírito Santo e Minas Gerais, provalmente em migração.
O coleiro-do-norte mede 11cm. de comprimento. O macho é preto-brilhante nas partes superiores, com a garganta branca, cuja tonalidade se estende para cima, nas laterais do pescoço, formando um colar incompleto, possui ainda uma faixa preta no peito e as demais partes inferiores brancas a fêmea e o filhote são marrom-oliváceos, mais claros nas partes inferiores. O canto lembra o de Sporophila caerulescens, sendo entretanto mais prolongado.
É comum em áreas de gramíneas e arbustos, como campos sujos, regiões agrícolas, beiras de estradas e cidades. Fora do período reprodutivo pode reunir-se em grandes grupos. Às vezes imita outras aves.
Presente no Brasil apenas na Amazônia, no Estado do Amapá, ao longo de ambas as margens do baixo Rio Amazonas (da região de Belém até o baixo Rio Juruá) e no extremo oeste, na divisa com o Peru e Colômbia.
Atualmente o curió, assim como muitos outros pássaros brasileiros encontram-se ameaçados de extinção, em decorrência da caça gananciosa, predatória e a destruição de seus ambientes naturais.
Mede 13cm. de comprimento. Cor marrom quando novo. Depois de completar 420 dias suas penas ficam pretas com apenas uma pequena mancha branca na asa e sua barriga e peito ficam na cor vinho, a fêmea é marrom com um tom mais claro no peito mesmo quando adulta. Vive de 8 a 10 anos na vida selvagem.
Os hábitos desta espécie estão ligados aos capins nativos de áreas brejosas
Vive solitário ou aos pares, normalmente separado de outras espécies de pássaros, embora às vezes possa misturar-se a bandos de Sporophila e tizius.
Presente em todo o Brasil. Encontrado também do México ao Panamá e em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai. Habita as regiões litorâneas brasileiras e principalmente o litoral paulista.
O papa-capim-de-costas-cinzas possui peito branco e a cabeça e o pescoço cinzento-escuros, o que lhe confere o formato de uma carapuça. Pode ser confundido com o Sporophila nigricolis (baiano) que se distingue por ter um cinza-esverdeado nas costas e na carapuça e amarelo no peito, mais comum do Brasil Central, Norte e Nordeste.
É mais comum na região de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.
O caboclinho mede cerca de 10cm de comprimento. O macho é de coloração geral canela, com um boné, asas e cauda pretos e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e branco-amarelada nas inferiores. As fêmeas dos caboclinhos em geral são muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
É localmente comum em campos com gramíneas altas, cerrados abertos e áreas pantanosas. Fora do período reprodutivo, vive em grupos, às vezes grandes, freqüentemente em meio a outras espécies que também se alimentam de sementes. Os caboclinhos em geral, na muda de penas, adquirem uma plumagem esmaecida, só voltando ao normal na muda seguinte (anterior ao período reprodutivo), assim como o tiziu (Volatina jacarina).
Presente do estuário do Rio Amazonas (Amapá, Pará) e Maranhão até o Rio Grande do Sul, incluindo a totalidade das regiões Nordeste e Sudeste, estendendo-se para oeste até Goiás e Mato Grosso.
A espécie Sporophila bouvreuil é dividida em duas subespécies: Sporophila bouvreuil pileata (branco) e Sporophila bouvreuil saturata (marrom mais claro).
A estrela-do-norte mede 11 cm de comprimento. Muito semelhante ao bigodinho, mas sem o branco no píleo dos machos e com manchas pretas nos flancos. As fêmeas de ambas espécies são endêmicas.
Aparece como migrante esporádica na bacia amazônica em campos e áreas de campinarana, às margens de lagos e rios. Também já foi visto no nordeste, mais precisamente às mergens do Rio Parnaíba na divisa entre Timon (MA) e Teresina (PI). Entretanto, sua ocorrência na bacia amazônia e no nordeste precisa ser melhor estudada.
PRINCIPAIS AMEAÇAS: Captura indiscriminada para apreciadores de pássaros canoros e tráfico de animais.
No coleirinho, o macho, com seu inconfundível colar branco e negro recebeu essa denominação. Além do colar, ao lado da garganta negra um “bigode” branco define a área sob o bico amarelado ou levemente cinza esverdeado.
A fêmea é toda parda, mais escura nas costas. Sob luz excepcional, é possível ver que ela também possui o esboço do desenho da garganta do macho. Os machos juvenis saem do ninho com a plumagem idêntica à fêmea. As fêmeas não são canoras.
Fora do período reprodutivo, é uma ave de comportamento gregário, vivendo em grupos de 6 a 20 indivíduos, inclusive as vezes formando grupos mistos com outras espécies de papa-capins e tizius. O peso e tamanho reduzidos permitem a esta ave alcançar as sementes de gramíneas trepando pela haste das plantas. Assim como outras aves o coleirinho foi beneficiado pela introdução de algumas gramíneas africanas, especialmente da braquiária, que parece ser a base de sua alimentação em áreas alteradas pelo homem. As populações mais meridionais são migratórias e deslocam-se para latitudes mais baixas nos meses mais frios.
Seu habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.
O caboclinho-de-peito-castanho mede cerca de 10cm de comprimento. O macho é cinza-azulado nas partes superiores e castanho nas inferiores e a fêmea é marrom-olivácea, mais pálida e amarelada nas partes inferiores. Os caboclinhos em geral, na muda de penas, adquirem uma plumagem esmaecida, só voltando ao normal na muda seguinte (anterior ao período reprodutivo), assim como o tiziu (Volatina jacarina). As fêmeas dos caboclinhos em geral são muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
Vive em pequenos grupos, principalmente fora do período reprodutivo. Mistura-se também em bandos com outras espécies, como canários e tizius. Geralmente é a espécie mais comum e mais conhecida da família Thraupidae da Amazônia. É comum em capinzais e capoeiras arbustivas, margens de rios e lagos e jardins em cidades.
Presente na Amazônia brasileira tanto ao norte do Rio Amazonas, no extremo oeste e nos estados de Roraima e Amapá, quanto ao sul, até o leste do Pará e rio São Francisco (Pirapora, Minas Gerais, no mês de setembro).
S. zelichi é um morfo de S. palustris, porém apresenta boné cinza, similar em cor e extensão ao de S. cinnamomea; nuca e lados do pescoço brancos, formando amplo colar contínuo com o papo, também branco; dorso até supracaudais ferrugíneo-médio, de cor similar à do ventre e uropígio de S. palustris e distintamente mais clara do que o castanho-tijolo profundo que caracteriza as partes inferiores e o dorso de S. cinnamomea;
O caboclinho-de-chapéu-cinzento mede 10cm de comprimento. Os caboclinhos em geral, na muda de penas, adquirem uma plumagem esmaecida, só voltando ao normal na muda seguinte (anterior ao período reprodutivo), assim como o tiziu(Volatina jacarina). Trata-se do menor pássaro canoro nacional. As fêmeas dos caboclinhos em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
Vive em capinzais, campos limpos e campos alagáveis. A população da espécie encontra-se em declínio pela perda do habitat, situação comum também a outras espécies do gênero.
Ocorre no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Também ocorre na Argentina, Paraguai e Uruguai.
O coleiro-do-brejo mede aproximadamente 11,5cm. Espécie vistosa e de bico rombudo e negro. O macho possui plumagem de complicado padrão preto e branco ou preto e amarelado-canela. Altos e lados da cabeça negros com duas pequenas máculas supra e infra-oculares brancas, dorso anterior, asas e cauda negros, dorso posterior cinzento, larga faixa peitoral negra, espéculo e garganta brancos. O resto da plumagem tanto pode ser branco quase puro como canela bem pronunciada. Gorjear de andamento rápido, com poucas oscilações para o agudo e o grave, misturado a chilreados, podendo imitar outras aves. Tanto as fêmeas quanto os jovens apresentam coloração parda.
Vive nos pântanos de vegetação alta. Gosta de esfregar os lados da cabeça acima dos olhos, mantendo-os fechados. Dorme em capinzais altos, taboais e canaviais.
Ocorre do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Paraguai, Uruguai e Argentina.
O bicudinho mede 13,5cm de comprimento. É um bicudo de pequeno porte, mas diferente das espécies maiores, seu canto é pouco apreciado. Fêmeas e filhotes são pardos. Os filhotes machos começam a adquirir a plumagem de adulto por volta dos 12 meses de idade.
Vive em campo inundáveis ou campinaranas do Amapá e em Marajó ou ainda em ilhas do estuário do rio Amazonas. Aparece também em brejos e arrozais da Amazônia Setentrional. Também aparece no estado do Maranhão.
A cigarra-verdadeira mede 12 cm de comprimento. Papa-capim de bico abnorme, com a maxila mais estreita que a mandíbula. É sintópico com o pixoxó.
Vive na Mata Atlântica de encosta a aproximadamente 200m de altitude. Tem hábitos migratórios e sua população vem declinando nas últimas décadas.
Seus hábitos estão intimimamente ligados às taquaras e bambus.
Ocorre nos estados da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
O pixoxó mede 14cm. de comprimento. Seu diferencial é a região malar pronunciada. Há muita variação no colorido, ao que parece devido à idade. Canto violento, uma espécie de açoitar. As fêmeas são parecidas com os machos porém mais esverdeadas e sem a lista branca pós-ocular.
Os hábitos desta espécie estão intimimamente ligados às taquaras e bambus. É incomum ou até raro em matas densas. Frequentemente é encontrado em taquarais da Mata Atlântica montana ou de encosta. Embora raro, pode se tornar localmente abundante durante a frutificação da taquara.
Ocorre do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.
O caboclinho-de-sobre-ferrugem mede 10 cm de comprimento. O macho é semelhante ao padrão de coloração do caboclinho-de-barriga-vermelha, porém com cores mais vivas. A fêmea é semelhante à fêmea da espécie citada.
Ocorre em campos limpos e campos cerrados, nas proximidades de áreas pantanosas.
Presente no sudoeste dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul e no pantanal de Mato Grosso adjacente, associado a outros Sporophila.
O caboclinho-de-barriga-vermelha mede 10 cm de comprimento. Semelhante ao caboclinho-lindo(Sporophila minuta), porém de coloração mais clara e com o azul acinzentado da cabeça somente até a altura dos olhos.
Vive em campos limpos e campos sujos, nas proximidades de áreas úmidas ou banhados. Durante o período de descanso reprodutivo, é visto em pequenos bandos associados a outros congêneres em migração.
Ocorre nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Torna-se raro no Sudeste e Sul com a destruição de seu habitat.
O papa-capim-cinza mede 11 cm de comprimento. O macho se parece com a da cigarrinha-do-norte, mas tem as unhas negras e não amarelas, como no macho da espécie citada. A fêmea apresenta tom marrom uniforme, mais escuro no dorso.
É restrito à Roraima.
O chorão mede cerca de 12,5 cm de comprimento. O macho é cinza nas partes superiores e branco nas inferiores e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e bege-amarronzada nas inferiores; os jovens são pardos. A parte característica do canto é um assovio melancólico ascendente, repetido sem pressa.
É espécie comum, que habita áreas de gramíneas com arbustos e emaranhados de vegetação, quase sempre próximo à água, em áreas pantanosas e margens de rios e lagos. Vive solitária ou em pares espalhados e raramente se associa a outras espécies.
Presente nas ilhas da foz do Rio Amazonas e leste do Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco, em direção sudeste até Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, e em direção oeste até Goiás e Mato Grosso. Onde ocorre coabitação com Sporophila angolensis há o aparecimento de híbridos entre as espécies.
O bigodinho mede 11 cm. de comprimento. Tem um gorjear rápido e metálico. O macho é inconfundível, pelas áreas brancas na cabeça, responsáveis pelos nomes comuns. O contraste do negro do restante da plumagem das partes superiores é marcante. As partes inferiores são levemente cinza claro e, sob sol forte, podem parecer brancas. Bico característico, pequeno e todo negro. Junto com a longa cauda, corpo delgado e cabeça pouco volumosa, forma uma silhueta mais delicada do que a maioria das outras espécies do gênero. Essas características são fundamentais para ajudar na identificação da fêmea, especialmente porque costuma misturar-se aos outros coleiros nos bandos dessas aves granívoras. Como ela também é toda parda, um pouco mais clara nas partes inferiores, essa característica morfológica ajuda a caracterizá-la. Também o bico relativamente pequeno e com tom amarelado, principalmente na parte inferior.
Costuma formar bandos mistos com outros papa-capins no período de descanso. Sobe nos pendões de gramíneas para comer as sementes.
Presente no Brasil, como residente, nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo e Bahia. Durante o inverno da região sul migra para a Amazônia e para os estados do Nordeste,Principalmente para o Rio Grande do Norte e Ceará. No Espírito Santo e Paraná aparece em dezembro para nidificar e desaparece em março e abril, começando a surgir no leste do Maranhão e Piauí a partir de maio. Encontrado também na Argentina, Paraguai e Bolívia, como residente, e nos demais países da Amazônia - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia -, como migrante durante o inverno.
Vale ressaltar que a espécie possui duas populações distintas no Brasil. uma vive na Argentina, Uruguai e sul do Brasil e migra para o centro seguindo para a Colômbia e Venezuela. A outra população vive no sudeste/nordeste brasileiro e migra para a Venezuela, Guiana e Guiana Francesa. Seus cantos são claramente distinguidos.
O papa-capim-preto-e-branco mede 11 cm de comprimento. Consta que a fêmea é identica à fêmea do baiano.
Vivem em casais e que em certas épocas do ano, deslocam-se em grupos de 20 a 30 pássaros, raramente associando-se a outros Sporophila.
No Brasil, foi registrado apenas em Cruzeiro do Sul, no Acre, em 1992. Tem ampla distribuição nos Andes.
Seriamente ameaçado de extinção devido a ação implacável de caçadores e traficantes, assim como a perda de seu habitat natural.
O bicudo mede de 15,0 a 16,0 cm de comprimento. Quando adultos os machos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. A parte inferior das asas apresenta nuances de branco. Seu bico varia de tonalidade. Geralmente possui a cor chumbo.
Os hábitos desta espécie estão ligados aos capins nativos de áreas brejosas.
É uma espécie rara. Vive em pares bastante espalhados. Prefere regiões de clima quente, com temperatura acima de 25°. Durante a maior parte do ano são encontrados aos casais. Territorialista por essência, demarca para si uma área circular com cerca de cem metros de raio, que defende contra todos os intrusos. As disputas por território e pela simpatia das fêmeas apresentam forma de desafio de canto, dificilmente chegando à agressão física. Toma postura ereta ao cantar, com o peito empinado e a cauda abaixada, destacando sua valentia e disposição para disputas territoriais.
O caboclinho-de-barriga-preta mede 10cm. de comprimento. Os caboclinhos, em geral, são nacionalmente reconhecidos como delicados gorjeadores, sabendo entoar melodias suaves, agradáveis, e com várias notas. As fêmeas dos caboclinhos em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
Do nordeste do Rio Grande do Sul a Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.
Não há registro dessa espécie no site
O papa-capim-do-bananal é conhecido por meio de um único espécime macho, que fora coletado por Natterer em 1823, na beira de um lago nas margens do rio Araguaia em Goiás, ao lado de outros Sporophila. Não existem registros atuais desta aparentemente rara espécie na natureza.
O caboclinho-lindo mede cerca de 10 centímetros de comprimento. Os caboclinhos, em geral, são nacionalmente reconhecidos como delicados gorjeadores, sabendo entoar melodias suaves, agradáveis, e com várias notas.
As fêmeas dos caboclinhos em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
Vive em paisagens abertas, campos de cultura, margens de estradas.
Ocorre na região Amazônica.
O baiano mede 11cm. de comprimento. O macho possui um capuz preto na cabeça, contrastando com as partes superiores oliváceas e com as partes inferiores amareladas. Ocorrem também coleiros com as partes inferiores brancas. As fêmeas possuem cor parda, a mesma cor dos filhotes. Os filhotes machos adquirem a plumagem de adulto com cerca de 18 meses de idade. Há bastante variação individual e regional no canto (dialetos) no gênero Sporophila. O canto é melodioso, muito agradável.
Reune-se em grupos fora do período reprodutivo, misturando-se freqüentemente a outros pássaros que alimentam-se de sementes.
Presente em grande parte do Brasil, em direção sul até o Paraná, excetuando-se a Região Amazônica entre o oeste do Mato Grosso e Rondônia e, em direção nordeste, até o Amapá.
O caboclinho-do-sertão é uma espécie rara. Partes superiores pretas; resto das penas ferrugem canela.
Ocorre nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia
O caboclinho-de-papo-branco mede 9,6 cm. de comprimento. Espécie rara e pequena. O macho imaturo apresenta manto pardo e papo “sujo” de branco. As fêmeas dos caboclinhos em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem.
Ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais
S. zelichi é um morfo de S. palustris
Apresenta boné cinza, similar em cor e extensão ao de S. cinnamomea; nuca e lados do pescoço brancos, formando amplo colar contínuo com o papo, também branco; dorso até supracaudais ferrugíneo-médio, de cor similar à do ventre e uropígio de S. palustris e distintamente mais clara do que o castanho-tijolo profundo que caracteriza as partes inferiores e o dorso de S. cinnamomea; asas escuras, com rêmiges marginadas de branco e um conspícuo espéculo da mesma cor na base das primárias; cauda cinzenta; ventre da mesma cor do dorso, com algumas manchas mais claras, pouco notáveis, no centro do peito e abdômen.
Ocorre no estado de Goiás. Porém. tudo indica que possa ocorrer no Pantanal e também no Rio Grande do Sul
A patativa mede cerca de 10,5cm de comprimento. O macho é cinza-azulado, as fêmeas e jovens pardos mais claros nas partes inferiores. A coloração do bico varia entre o negro, o cinzento e o amarelo. Seu canto é um dos mais finos e melodiosos de nossa avifauna. Às vezes imita outras espécies, como o bem-te-vi.
Varia de incomum a localmente comum em campos com gramíneas altas, cerrados, vegetação à beira de rios, buritizais e outros locais pantanosos. Vive em pequenos grupos, às vezes associados com outros pássaros que se alimentam de sementes.
Presente em duas regiões separadas:
O caboclinho-de-papo-escuro mede 10 cm. de comprimento. As fêmeas dos caboclinhos em geral são pardas e muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas. Canta com as asas entreabertas, exibindo o lado inferior das mesmas.
Vive nos campos.
Ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais.
A cigarrinha-do-norte mede cerca de 11 cm de comprimento. O macho apresenta coloração geral cinza-ardósia, com o peito e a barriga brancos, costumam destacar-se pela berrante coloração amarelo-clara das unhas, e pela coloração amarelo carregada do bico. Fêmeas e jovens são marrom-oliváceos, mais claros nas partes inferiores. Seu canto é semelhante ao zunido de uma cigarra.
É uma espécie incomum, podendo ser mais numerosa em determinadas épocas do ano. Habita bordas de florestas úmidas, capoeiras e clareiras em regeneração, apresentando sempre alguma associação com ambientes arbóreos. Vive solitária ou em pares espalhados, raramente se juntando a outras espécies de pássaros que se alimentam de sementes. Pousa bem alto nas árvores ou em bambus. Seu canto é melodioso, sendo por isso muito apreciado.
Presente em Roraima e no baixo Amazonas (Amapá e ao leste do Pará, na região de Belém). Encontrada localmente também do México ao Panamá e em todos os demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
| Macho | Fêmea | Jovem macho | Jovem fêmea | Mapa de registros |
|---|---|---|---|---|
| golinho (Sporophila albogularis) | ||||
| coleiro-do-norte (Sporophila americana) | ||||
| curió (Sporophila angolensis) | ||||
| papa-capim-de-costas-cinzas (Sporophila ardesiaca) | ||||
| Jovem macho | ||||
| caboclinho (Sporophila bouvreuil) | ||||
| estrela-do-norte (Sporophila bouvronides) | ||||
| coleirinho (Sporophila caerulescens) | ||||
| caboclinho-de-peito-castanho (Sporophila castaneiventris) | ||||
| Jovem fêmea | ||||
| caboclinho-de-chapéu-cinzento (Sporophila cinnamomea) | ||||
| Fêmea | Jovem fêmea | |||
| coleiro-do-brejo (Sporophila collaris ) | ||||
| bicudinho (Sporophila crassirostris ) | ||||
| Fêmea | Jovem fêmea | |||
| cigarra-verdadeira (Sporophila falcirostris ) | ||||
| Jovem fêmea | ||||
| pixoxó (Sporophila frontalis ) | ||||
| caboclinho-de-sobre-ferrugem (Sporophila hypochroma ) | ||||
| Jovem macho | Jovem fêmea | |||
| caboclinho-de-barriga-vermelha (Sporophila hypoxantha ) | ||||
| Jovem fêmea | ||||
| papa-capim-cinza (Sporophila intermedia ) | ||||
| chorão (Sporophila leucoptera ) | ||||
| bigodinho (Sporophila lineola ) | ||||
| papa-capim-preto-e-branco (Sporophila luctuosa ) | ||||
| Jovem macho | Jovem fêmea | |||
| bicudo (Sporophila maximiliani ) | ||||
| Fêmea | Jovem fêmea | |||
| caboclinho-de-barriga-preta (Sporophila melanogaster ) | ||||
| Jovem fêmea | ||||
| papa-capim-do-bananal (Sporophila melanops ) | ||||
| Macho | Fêmea | Jovem macho | Jovem fêmea | |
| caboclinho-lindo (Sporophila minuta ) | ||||
| Jovem fêmea | ||||
| papa-capim-de-caquetá (Sporophila murallae ) | ||||
| Fêmea | Jovem macho | Jovem fêmea | ||
| baiano (Sporophila nigricollis ) | ||||
| caboclinho-do-sertão (Sporophila nigrorufa ) | ||||
| Jovem fêmea | ||||
| caboclinho-de-papo-branco (Sporophila palustris ) | ||||
| Jovem fêmea | ||||
| patativa (Sporophila plumbea ) | ||||
| Jovem fêmea | ||||
| caboclinho-de-papo-escuro (Sporophila ruficollis ) | ||||
| Jovem fêmea | ||||
| cigarrinha-do-norte (Sporophila schistacea ) | ||||
| Fêmea | Jovem macho | Jovem fêmea | ||